Olha me com cuidado, o teu olhar magoa me com tanta distância! Não deveria ser assim…
Gostava que fosse diferente… Gostava de chegar a casa e deitar me no teu colo, como fazia quando era criança. Chorar no teu ombro, sem qualquer razão, apenas para me consolares, para me amparares.
Sinto a tua falta… Do teu sorriso, do teu carinho, do teu abraço, da tua protecção, do teu amor… Sim, do teu AMOR!!! Não sei se me amas… se algum dia amaste… Nunca me disseste e acho que nunca o vais dizer. Gostava de ouvir ou, pelo menos, de sentir!
Tenho medo da indiferença do teu olhar. Será que é indiferença? Ou será apenas a tua forma de amar? Estranha forma de amar… Mas foi assim que te educaram. A não falar nem demonstrar sentimentos… É pena, só se perde sendo assim… olha o que poderíamos ter vivido se tivessemos sido honestos desde sempre?! Preciso que me digas, que me fales do que sentes, do que precisas… Tudo o que sempre quis foi o teu orgulho em mim, o teu amor, a tua atenção…
Como pude duvidar? Sei que me amas… És meu sangue, és meu pai… Fazes parte de mim, para sempre!!